Alberto Germán

Arberto Germán Franco Romero, nasceu em Sevilha. Viveu em Ayamonte até aos 10 anos. Reside actualmente em Aracena. Formou-se em Escultura na Faculdade de Belas Artes de Sevilha. Em Portugal é membro da Academia de Letras e Artes. Exposições em Madrid, Barcelona, Miami, Estrasburgo, Bruxelas, Lisboa, Sevilha, Huelva, são algumas das cidades. É autor de inúmeras e importantes obras onde a Estátua de Cristovão Colombo em La Rábida-Huelva, o retrato de João Paulo II na Basilica de Lisboa, a do toureiro Litri em Sevilha e a Coluna escultórica do Externato João Alberto Faria em Arruda dos Vinhos, são alguns pontos de referência. Um amigo e um extraordinário Escultor a quem dedico este post.

Silvestre Raposo

10 ANOS X 10 AUTORES

1. Um dos ângulos da Exposição

2. Silvestre Raposo ,em conversa

3. Silvestre Raposo durante a inauguração

4. Marta Jacinto e Silvestre Raposo ,dois dos artistas plásticos convidados

5. Um outro registo da inauguração
No passado dia 26 de Outubro, pelas 21h30, na Sala Polivalente da Casa Museu João de Deus, que comemorava o seu 10º aniversário, procedeu-se à inauguração da exposição colectiva de pintura
10 ANOS X 10 AUTORES
que contou com a participação dos artistas plásticos Daniel Vieira, Elsa Dias, Franciscus Velthuizen, Harry Cutler, Jorge Cardoso, Jorge Estevão Correia, Marta Jacinto, Mário Pérola, Rosália Lourenço e Silvestre Raposo.
A maioria dos artistas plásticos esteve presente. Uns de renome, outros, um pouco menos conhecidos. Todos, porém, com o mesmo gosto. Ver as suas obras expostas ao público. Este, para o que costuma verificar-se, em eventos desta natureza, soube, em número bastante razoável, responder ao convite.
Mas, como, há alguns dias, alguém escreveu "Não é demais, nunca, a promoção da Arte", aqui ficam mais cinco fotografias do evento.
( A exposição estará patente de 26 de Outubro a 30 de Dezembro de 2007. )
Fotografias de arquivo da Casa Museu João de Deus.

..........três variações sobre o mesmo tema .primavera 1

de experiência em experiência...

um Poeta Popular

Manuel Alves faleceu, ao meio dia ,de 24 de Julho de 1901, porventura consolado com o livro que Tomás da Fonseca lhe entregara tempos antes, mas humanamente triste porque se lhe estavam a abrir as portas do mistério que mais cantou e temeu - a morte.
Não terá sido "o maior poeta do mundo", como proclamou uma velhinha à passagem do funeral, em dia de mercado na Moita.
Também não terá sido um génio, como pretendiam, exaltados, os intelectuais de Coimbra que aqui vinham admirá-lo.
Mas era, seguramente, o maior poeta possível, de um tempo ( ainda não completamente erradicado ) em que os povos sofriam as suas vidas entre a ignorância e a miséria.
"É o Alves que canta agora,
Senhores, dai-me atenção.
Vou cantar duas cantigas
Daquelas que melhor são"

O meu canto principio,
visto que assim me pertence;
mas não quero que alguém pense
que venho em desafio...
Nem eu mereço elogio
da gente que está de fora,
nem minha voz é sonora,
nem tem tal delicadeza...
Sei só dizer com certeza:
é o Alves que canta agora.

Esta pouca inteligência
que de mim estais a escutar,
se ela vos incomodar,
ouvi-me com paciência.
Bem podia a Providência
fazer-me outro Salomão!
Mas faltando esse condão,
peço aqui, seja a quem for,
por especial favor:
senhores, dai-me atenção.
Eu tenho lido na história,
profana, como sagrada;
mas o ler não vale nada
ao que é falto de memória.
Nem tu, do canto ó vitória,
tens momentos que me sigas!...
P'ra tão longe te desligas,
queres sem mim viver sozinha...
Eu com esta voz mesquinha
vou cantar duas cantigas.
Mil romances tenho tido,
dramas de bons escritores,
e sei dizer-vos, senhores,
que nada tenho entendido!
De bons génios tenho lido
páginas de perfeição;
conheço por tradição
obras de crentes e ateus,
mesmo as de João de Deus,
daquelas que melhor são.
Manuel Alves, poeta popular
"Poesia", óleo de Fuseli.

triplo bluff

para certos intelectuais de direita ,a minha escrita é uma porcaria surrealista e eu sou um "animal" racional de mau feitio e muitíssimo mal educado -não respondo a provocações .não discuto
para alguns intelectuais de centro.esquerda ,a minha escrita é criativa ,mas não percebem porque fujo aos padrões da NORMA .sorriem de um modo displicente .admiram.me e são obrigados a tolerar.me
para os intelectuais de esquerda ( primus inter pares ) a minha escrita é forte ,amadurecida e já merecia um destaque maior .esses ,conhecem.me e sabem que sou autêntica .mas porque não discuto ,mesmo quando me tentam ,dizem que perdi qualidades
e eu?
não sei quem sou ,quando ,no caminho diário para casa ,me misturo no cimento da multidão gritante ,indiferente aos juízos de valor .acresço.me aos fins de tarde e prendo.me às imagens que ,qual filme ,em slow.motion ,decorrem na minha mente .ouso ,então ,questionar o uso abusivo e verifico o ridículo de quem utiliza quem .desfaço ,em mim ,o equívoco e prendo.me ao significante .às palavras

que têm uma vivência muito própria .são aqueles minúsculos pontos de interferência que me comandam .desde sempre .fazem.no de um modo inconsciente .quando pretendo conduzi.las ou apontá.las em outra direcção ,elas brincam comigo e juntam.se a seu belo prazer .conduzem.me .sigo.as no turbilhão ora ordenado ,ora desordenado das ideias que me afluem em catadupa .não ouso interferir com os textos ,porque se o fizesse ,perderia a minha liberdade criativa e passaria a ser presa fácil dos meus impulsos .não pretendo que as minhas pulsões interiores sejam os almirantes das minhas naus .gosto de navegar à bolina .ao sabor da corrente ,sem piloto ,e não tenho problema algum em fazê.lo só ou acompanhada

não .não estou a ser 100% sincera .prefiro ,entre o navegar só ou acompanhada ,fazê.lo acompanhada .há momentos ,porém ,em que o silêncio ,sobretudo ,quando rodeada de muita gente ,me atrai sobremaneira .não consigo entender os atropelos ,por excitação de encontros ou por feitio e, por tal ,afasto.me ,por muito que isto possa incomodar terceiros .que querem? o meu fascínio pelo genuíno passou a ser muito mais forte .não pretendo acrescentar nada à verdade dos outros ,mas também não pretendo que interfiram na minha .se alguém ousa empurrar.me ,como uma mancha indecente ,em direcção contrária ,o que é difícil ,sou capaz de magoar ,mesmo com intenção .assumo ,mas uso a desculpa táctil ,no momento seguinte
páro
penso fundo
e ofereço os meus lugares de paz ,qual flor invisível ,aos meus amigos

sou humana .regresso às ruas ,para voltar a sentar.me no beiral das palavras .estas nunca me magoaram ao longo da minha vida .aproveito o momento de pausa para cogitar em surdina
e reparo ,com um misto de tristeza ,que os menos tolerantes ,ou não informados ,remetem sempre para outrem a causa da sua dor .passam a ser os seus ,deles ,pontos de unidade
interferem connosco, e ,ao fazê.lo ,fazem.no de um modo fácil e egoísta ,no limite ,primário ,dos seus SUPEREGOs
há muito que não pensava assim ...
faço.o ,agora ,liberta de qualquer mágoa e nesta conversa sana comigo mesma
pouco me importa saber se existo nas palavras .pouco me importa saber se sou .pouco me importa saber o SABER
( triplo bluff )
deixem.me pensar que estou feliz, apesar de presa a uma endémica infelicidade
prefiro.a .como prefiro ser comandada pelos meus textos surrealistas pretéritos imperfeitos mais do que perfeitos presentes condicionais e futuros .até mesmo incompreendidos .rasurados .a facilidade sempre me molestou .atedia.me
desço as ruas que vou tecendo ao longo das páginas .nada me dizem as imagens encomendadas .sou uma profissional do jogo .jogo o ás de espadas e sou forçada a substituir os trunfos por outros mais autênticos ,no meu crescimento precoce
ah! já sei que não acreditas ...
( pouco importa .não sei se existo .não sei se sou simples criação de mim .não sei )
... prefiro o silêncio
texto de gabriela rocha martins,
fotografias de avalon e mariah.

ossos do malefício

mas voltamos muito em breve!!!!!!!

sujeito ( in ) derteminado

ou um gosto muito especial a tinta ainda por secar ...
07. impasse -
- Deu tantas voltas à cabeça que acabou por descobrir a solução. Só que depois já não sabia onde tinha deixado o corpo


08. paixão -
- Inscreveu-se no corpo de bombeiros voluntários. Queria apagar um fogo que ardia sem se ver. Estava apaixonado


o9. naufrágio -
- Passava horas a fio a navegar na net. Um dia apanhou uma tempestade das sérias e salvou-se por um triz, agarrado ao teclado. Mas o rato foi o primeiro a abandonar o computador

10. arma -
- Usava as palavras como arma. Depois guardava-as secretamente como se fossem livros. Um dia, por descuido, a biblioteca pegou fogo e ele sucumbiu à explosão do arsenal das suas próprias ideias


11. perfeição -
- Gostava de pintar horizontes a perder de vista. Como se vistos através das portas da alma. E tão reais, tão reais, que um dia, ao sair do ateliê, até se enganou na porta e nunca mais foi encontrado

.....................

"Sujeito Indeterminado" é um livro de Augusto Mota ,o jardineiro.filósofo das palavras , ou um breviário de textos brevíssimos ,com pouco para ler ,mas com muito para pensar ,como o próprio autor define
e
no vestíbulo ,à laia de prefácio ,Alberto Pimenta escreve que "À semelhança da arte conceptual, que não pinta ou representa objectos, mas sim projectos ou ideias, na mini-ficção não há acções ,mas apenas o que poderia chamar-se a sua meia-luz, isto é ,a linguagem que as encena ( ... ) Creio que é bastante nesta linha de reflexão que Augusto Mota articula e desarticula e sinteticamente questiona o sentido, com permanentes subentendidos de longo alcance"

de Augusto Mota são ,igualmente ,as ilustrações que pertencem à sua série de "vinhetas ecológicas"

Augusto Mota, o jardineiro.filósofo ou o poeta das imagens, merecia ,há muito ,um lugar reservado na galeria da Casa Museu e muito mais do que ora publicamos .um dia ,mais tarde ,voltaremos a outras facetas deste pintor.virtual ...

"il diavolo e l'angelo"

as rugas são estradas percorridas pelos ventos
(gabriela rocha martins)

as rugas indicam ,apenas ,onde os sorrisos estiveram
(mark twain)

a deusa fogo

vagueou no espaço limitado do vento e sentiu no rosto a prisão agreste .pensou que poderia percorrer outros sinais ,desde que os signos lhe demonstrassem que errara na escolha do deus .Hades fora a estátua que esculpira pela manhã ,enquanto lhe corriam os pensamentos soltos .insistentemente ,Hélios circulava entre os aros dos óculos que havia pousado na cadeira pejada de jornais da véspera e

a pedra soltou.se da primeira página ,projectada na face negra da lua .sentia.se acordado no espaço lúgubre da passagem .era noite .sabia.o .sentia.a .tinha.o .desejava.a .sua .seu .o egoísmo ,porém ,aquecia.os na letargia do quarto ,deitados ao cuidado dos dedos e das mãos ,sôfregas .os corpos ,embalados pelo vento ,percorriam as esferas húmidas do prazer ,longe dos lugares inimaginados ,onde ,em cada segundo ,sucumbia um ser humano .eles haviam.se como os repovoadores do mundo .os obreiros da casta de uva que ,de madura ,havia de pender sobre o solo .bocas sedentas abriam.se ao recolher os bagos ,e eles amavam.se ao sabor da parra

o espelho deixava.lhe o reflexo do vento .sabia.o desde que havia aberto a porta do escritório à espera de uma nova rajada .deixava.se envolver e rodopiava ,qual bailarina ,em folha solta .as hastes do cedro dourado rumorejavam e ,no quebranto da dança ,ela deixava.se levar pelo vento peregrino .sentia.se na revolta de si ,ou talvez não .no momento em que ele lhe havia descrito a conversa a três .na altura irritara.se ,mas agora ,olhava a indiferença marcada na sua pele .era ,mais uma vez ,uma tentativa falhada ,de regresso a um passado que rejeitava ,porque não seu .era ela sem o ser ,e rótulos ,jamais permitiria a alguém .todavia ,curioso! já não estava irritada .a importância relativa dos outros deixava.a entregue ,de novo ,ao bailado do vento .aquele medo/fascínio ,aquele ser/não sendo ,aquele colocar/tirar a máscara ... ah! aí sim .era ela .máscara grega .a pitonisa .a vestal .a deusa .ela e o fascínio da queda .mas .merda para tanto EU .ela dançava nua no vento e ria.se demais .louca

a imagem reflectida ... o balanço do corpo .a lágrima que o vento abrigava na face .o uivo .o homem .o canto chão alentejano .o encontro na noite .inventado .enroscava.se no silêncio do sofá qual felino em espera .viriam .tinha a certeza .quem? a imagem .o reflexo .o desequilíbrio .a palavra .o certo .o errado .o logro . a verdade .a confusão .o medo .a revolta .a falta de afecto .os seus fantasmas ( era demasiado idiota para acreditar neles ) .tudo não passava de uma farsa deixada à fantasia dos seus autores .mas os autores eram eles .eles ,os reais participantes da vida que iria arrastá.los aos infernos .Dante .um cheiro a enxofre percorreu.lhe as narinas ,ávidas de viver .o percurso era outro .a diva .a maior .ele o ser superior .encontravam.se na lava ,envoltos em espirais de vento .iriam ,no entanto, resistir ao temporal .ao temporal dual .o dos outros pouco ou nada interessava .o irresistível toque do telemóvel .olhou o visor .anónimo .a atracção do abismo era superior a ele .conhecia o/a anónimo/a .outra .mas ... atenderia .gostava daquele jogo em ser .sado.masoquista

porque não? as mulheres haviam de ter ,na sua vida ,o papel que encenara .e havia.o feito com tal perfeição ,que já não era capaz de distinguir o real do imaginado .transformara.se no redopio das folhas caídas .arrancadas .pelo vento .queria sentir fúria .queria rasgar o útero .queria.se mulher de arranhar e/ou deixar as suas unhas cravadas em outras costas .queria .simplesmente deixar.se envolver na melodia do ventre
e dormir o momento .o entregar.se .o achar.se .o despir.se .o ser
sol .o palhaço de luz sorriu.lhe .louca ,despiu.se em slow.motion .vestiu o casaco .colocou o cachecol à volta do pescoço e foi .ao encontro .cheirava ,no entanto ,a enxofre ... os seus passos enquadravam.se na matança .finalmente ,o climax .o orgasmo final .hades e a deusa
fogo
acabou a tragicomédia
por favor .chamem os bombeiros!
gabriela rocha martins
fotografias de Silvestre Raposo ( retiradas do flickr ).

Pintura de Silvestre Raposo na Casa Museu João de Deus ,em S. Bartolomeu de Messines





Silvestre Luís Varela Raposo nasceu em Vila Nova de S. Bento - Serpa.
É licenciado em Artes Plásticas Pintura, pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa.
Professor de Design Gráfico na Pós Graduação do INUAF - Instituto Universitário Dom Afonso III em Loulé.
Foi membro do Conselho Pedagógico da Faculdade e da Assembleia Geral da Universidade Clássica de Lisboa.
Foi director da Galerias Municipais de Arte em Moura e Mourão, onde organizou e dirigiu mais de 80 Exposições.
Professor em vários Cursos Livres de Arte, nas áreas de Pintura, Desenho, Fotografia e Audio Visuais. Formador pelo IEFP, tem participado em Formações, nas áreas de História de Arte, Sociologia da Arte, Desenho e na Formação Pedagógica de Formadores.
Autor de poemas editados nos Vol. XI e XIII da Antologia "Poiesis" da Editorial Minerva de Lisboa. Autor de Contos nas Colectâneas "Laços de Palavras" e "Inquietação" da Editorial Minerva - Lisboa.
Autor do livro de poemas sob o título "Nas Margens do Sonho" com prefácio de Urbano Tavares Rodrigues e introdução de Sérgio Sá.
Autor do livro de Fotografia "Moura - Contrastes de luz".
Autor do Livro de Poemas "Caminhos de terra e mar" editado por Taller del Poeta, em Espanha - Galiza - Pontevedra.
Autor de ensaio, em fase de acabamento, sobre Estudos de Arte e Sociologia da Arte, onde aborda problemáticas das leituras e linguagens da comunicação, na Arte Contemporânea. É ainda autor, como crítico, de textos sobre obras de arte e obras literárias, em várias páginas web e jornais.
Membro da Académie Européenne des Arts - Secção de Portuguesa, Sócio da Associação Portuguesa de Poetas, da Associação Cultural Cuid'Arte e do Grupo 90. É autor de inúmeros Trabalhos de Pintura, Fotografia, Design e algumas Esculturas, de onde se destacam - o Painel de Pintura do Serviço de Finanças de Mourão, as telas da Caixa Agrícola de Aljustrel, as peças escultóricas dos "Prémios Salúquia às Artes" da Câmara Municipal de Moura e do "Prémio ao Melhor Aluno" do Instituto Universitário Dom Afonso III de Loulé, bem como, vários Logotipos e algumas capas e ilustrações em livros.
Galardoado com alguns prémios em Fotografia, Artes Plásticas e Design, participou em mais de 90 exposições individuais e colectivas...
sobre a sua obra ...
Da Poesia, em "Nas Margens do Sonho", diz Urbano Tavares Rodrigues
... poesia, por vezes diarial, simples registo de pensamento e emoções, que tem o mérito de embelezar a vida de quem produz como derivativo do quotidiano e comunica com os muitos cúmplices desse prazer... que nos fala apaixonadamente de liberdade e amor da fome e sede de muitas coisas... e por tudo aqui deixo afectuoso testemunho em sintonia com a sua mensagem.
E diz Sérgio Sá
... o poema não é um acto diletante nem um acaso mero... é resultado de um saber próprio acumulado e da acção do seu pensamento.
Silvestre Raposo é Homem que pensa e sente e em consequência sofre como todos os poetas... como deixa transparecer... mas onde renasce também a esperança... que leva o poeta a acreditar na utopia... sonho a que alude com frequência, parecendo confiar na "certeza" de António Gedeão e fá-lo na sua liberdade... com versos de notória singeleza desprovidos de retórica que rejeitam a rima rebuscada... e não deixam estas páginas de envolver... o desejo... de que aqueles que ainda acreditam... se apercebam de que não estamos sós.
Sobre os seus Poemas e Fotos diz Ylia Kasama
... he visto tu arte en tu blog; poesias, fotografias... mas es una alegría conocerte a través de tu trabajo, de tu creatividad, de lo profundo y sensible que escribes. Me han gustado tus poemas y las imágenes, son de verdad hermosas. Todos tus poemas son intensos, me han hecho vibrar, Testamento me ha tocado el corazón.
...,sino que haces poesía con las fotografias ... Esos juegos de luces en tus fotografias son todo un poema. Me encanta la fotografia... siento que cuando uno fotografia algo, no es lo físico, sino lo que uno desea. Es "Hacer infinita la esencia de lo que se ve" con los ojos del alma y tus fotografias son eso... Gratias por tu arte... y de los "Poetas, Poemas e Sonhos" queda que "Al fin y al cabo el amor es más largo que un beso y la libertad del escrito es sólo viento".
Catálogo da Exposição "Blogues" - de 8 a 31 de Março de 2007
Design e Composição: Silvestre Raposo
Impressão: Câmara Municipal de Silves
Imagem da Capa: D. Quixote e o seu escudeiro Sancho.
grm

Comemorações do 177º aniversário de João de Deus - 8 de Março de 2007 - Silvestre Raposo




Trazer a Exposição "Blogues" de Silvestre Raposo ao Concelho de Silves e à Casa Museu João de Deus e, integrá-la nas Comemorações do 177º aniversário do nascimento do poeta/pedagogo João de Deus constituiu, para nós, um acto de confiança na diferença, na medida em que o Autor, também ele, poeta da palavra e dos pincéis, procura, nas suas telas, uma forma muito peculiar de comunicar com os Amigos, inicialmente virtuais, para, no momento seguinte, seduzi-los no prazer cúmplice da sua/nossa vivência quotidiana.
Daí o nome da presente Exposição "Blogues".
Silvestre Raposo trabalha de uma forma muito simples e muito autêntica, mas, simultaneamente, muito sofrida, resultado de um saber, há muito acumulado. É o seu estar na vida.
Com a presente Exposição, o esteta da Palavra pintada procura transmitir, de uma forma lúdica, a sua sensibilidade criativa, e nós, Câmara Municipal de Silves, ao expô-lo, envolvemo-nos, em sintonia, na aventura colectiva de testemunhar um novo modelo de viver a Arte
gabriela rocha martins.

um algarve outro




12º Serão


"Com o pão não se brinca"
Vou-lhe contar uma história que os antigos contavam, como acontecida com uma mulher que não respeitou o pão como é de preceito.
Uma mulher "estava de cozedura". Enquanto tratava do forno, veio-lhe um grande calor, foi-se às meias e descalçou-as.
Mais tarde, quando estava a retirar o pão do forno, deu.lhe um jeito com a pá, um pão rebolou e caiu-lhe em cima do peito do pé. Como não tinha meias queimou-se e gritou: ai, maldito pão!
Saiu-lhe o dito pela boca fora sem sentir. Como era muito temente começou a empreendeder que algum castigo lhe podia cair em cima ou de dois filhos que tinha.
Um belo dia, calou-se muito calada e abalou sem dizer ao marido a caminho de Roma, para confessar o pecado ao papa.
O marido esperou, esperou e, como não tinha novas nem mandados da esposa, voltou a casar.
Neste meio tempo a mulher, com muitos trabalhos, conseguiu chegar a Roma e confessou-se ao Santo Padre que lhe deu de penitência ser enterrada, até à cintura, no cemitério. Lá comeria e beberia duante sete anos com a condição de se esquecer da família que tinha deixado na terra.
Ao fim dos sete anos de suplício foi a mulher apresentada ao papa que lhe perguntou se ainda se lembrava da família. Ela respondeu que se lembrava de dois filhinhos que tinha.
Não se tendo ainda esquecido da família, foi renovada a sentença por outros sete anos.
Passado esse tempo apresentou-se de novo ao papa, que se calhar já era outro, mas isso não importa para a história, que tão verdadeira é ela duma forma como de outra! O papa disse que já chegava de penitência, entregou-lhe uma carta fechada recomendando-lhe que nunca a abrisse e que fosse para casa que lá iria morrer em paz.
A mulher pôs-se a caminho e depois de novos trabalhos chegou a casa dela. Era já de noite. bateu à porta, percebeu que o marido tinha voltado a casar, não disse quem era e pediu poisada.
A segunda esposa que era muito má negou-lhe a poisada e ela ficou na rua, no "pial" da porta, enroladinha no xaile. Mais tarde chegou o marido que não a reconheceu. Teve pena, mandou-a entrar e sentar-se à mesa para cear com a família.
A outra, má, sempre a resmungar e a pobrezinha muito contente de ver os filhos feitos homens, pois tinham passado catorze anos.
A madrasta comia pão branco mas aos enteados não dava senão pão de rolão e à pobre nem desse lhe deu.
Quando chegou a hora de dormir, queria a má que a outra se deitasse numa enxerga no chão da casa de fora, mas os filhos que dormiam os dois na mesma cama ofereceram logo o quarto para a mãe, isto sem saberem que era a sua própria mãe.
No outro dia a mulherzinha não dava rumor e como o sol já ia alto, os rapazes foram ao quarto e encontraram-na morta, toda cercada de flores. Tinha na mão a carta que o papa lhe tinha dado. Os filhos não lha deram tirado. Chamaram o pai e só ele lha conseguiu tirar. Então leram a carta, que era a história da vida dela, do pão amaldiçoado, da viagem para Roma, da confissão e da penitência dobrada.
O marido e os filhos choraram muito. A segunda mulher deu um estoiro no ar e desapareceu com toda a sua ruindade.
Para não se acabar o serão com tantas tristezas, vou lhes dizer uma adivinha, que vem a propósito:
*A muitas misturas devo
vir a ser o que sou
mas levo sempre mau pago
da gente com quem me dou.
Sou abafado primeiro
e num cercal me vão pôr
não se me muda a figura
mas do rosto mudo a cor.
Todo o povo me procura
porque precisa de mim
tive criação aos murros
tenho facadas no fim.
Mais outra:
**Come o porco e a galinha
do que é rico e do que é nobre
Na mesa falta ao pobre
é escuro, não é carvão
e a fome diz: é pão ,é pão.



( ... ) "Um Algarve Outro" revela-nos uma Glória Maria Marreiros como autora muito pessoal que ,para além do seu pendor científico e do seu duplo talento de investigadora e escritora ,assimila elementos vários que muito poderosa ,profunda e originalmente vêm enriquecer a bibliografia da antropologia cultural portuguesa de hoje.

E há que atentar , também ,no talento literário de Glória Marreiros que se revela uma indiscutível e decidida ficcionista .É ,precisamente ,neste aspecto literário da sua personalidade , que reside uma das suas componentes mais aliciantes .É que a autora ,ao não se colocar na posição fria e objectiva do investigador ,e ,ao não menosprezar o rigor da observação e da análise ,envolve ,mediante um belo estilo literário ,as suas observações e investigações num estilo descritivo muito atraente ,porque ,ao rigor científico e metodológico do seu trabalho de pesquisa e de recolha ,empresta o calor e a sensibilidade de um enorme e humaníssimo amor.

Obrigado Glória Maria Marreiros pelo trabalho que tem realizado .Possam a Cultura Portuguesa e os algarvios agradecer-lhe também
Lisboa ,Maio de 1991 - Tomaz Ribas.
_________________________________
*É o pão
**É o pão de rolão, também chamado pão milheiro
fotografias de refoista tiradas no Concelho de Monchique

maria [de fátima] toscano

que se considera uma buscadora da Fala Poética, tem vindo a crescer - desde maio de 1963 - alentejana de Campo Maior, em ligação encantada com gentes e lugares ( Abrantes ,Ilha do Sal ,Águeda ,Alentejo ,Lisboa ,País Basco e Coimbra ). Tal percurso de encantamento obriga a várias aprendizagens intermináveis ,entre as quais ,a da artesania do desengano.
Assim ,nos anos 70-80 ,participou em/dinamizou organismos culturais estudantis - 1978 - Liceu José Falcão: 1º Prémio de Poesia/Curso Geral, IIºs Jogos Florais; e Núcleo de Teatro co-fundador dos Encontros de Teatro na Escola ( Dir. Melo Alvim ); 1980 - Curso de Iniciação do TEUC ( Or. Deolindo Pessoa ); 1981 -integra o elenco das três primeiras peças de IBIS, Teatro Universitário -ISCTE ( fundado e encenado por Paulo Filipe; Prémio de Grupo Revelação/81 com "Drama em Gente - Exposição Fotográfica sobre Fernando Pessoa" ); formação em voz e canto ( Edith Piaf, Mahlr ), e de actor, por profissionais.
Meados de 80-90 - cantou e fez animação de diversos bares/restaurantes ( Lisboa e Coimbra ); música popular portuguesa e brasileira, fado; cafés-concerto ( canções de Piaf e textos próprios ); desde 1993 - tem vindo a aperfeiçoar o canto de Fado de Lisboa em acuações pontuais.
1991 - Na tertúlia de 8 de Março, no BOUTEQUIM, interpretou canções de Piaf, a convite de Natália Correia.
1998 - Participação breve numa canção do livro-cd "Poemigas. Versos y Canciones ( 1990-1997 ) - poesias de José Luis Arántegui; músicas de Miren Ariño ( ed. Espanha, "del Lunar", col. Del Nagual: 1998 ).
7 livros de Poesia Publicados.
Presença on line - está/esteve presente nalgumas páginas de poesia on line -
particularmente
( onde retirámos estas notas curriculares ).
Realçamos os seus blogues de intervenção estética e cultural -
http:/sulmoura.blogspot.com.
Integrou a escrita on-line de "o poema mais longo em língua portuguesa", o fulgor da língua -
aprofunda a escrita poética em espanhol, desde Novembro de 2003 ,in
http://www.elistas,net/lista/poetas-zaguan/.
Desde 1997 - tem criado e realizado o que designa como "rituais poéticos: sessões diferenciadas da prática declamatória, fundadas no cruzamento experimental de técnicas teatrais participativas do público-parceiro ...
No campo profissional é Socióloga desde 1986 - ISCTE, Lisboa. Ensina no Instituto Superior Miguel Torga de Coimbra desde Janeiro/1990 e - após Mestrado na FCSH-Univ. Nova/Lx, 1993 - prepara, no ISCTE, a dissertação de Doutoramento sobre "mulheres, socialmente designadas como pobres-excluídas, em processos de requalificação".


Branco da Casa

1.

pelo encantamento, essa mulher.
pelo enternecimento, voz pulsada a sangue, à mão.
pela austera brava marcha, filão da Luta olhar aceso pelo tempo, corpo - agora -ileso.
pelo encantamento, essa mulher.

toada primitiva e a caminho, ombreira em movimento, cama lavada rossio - pedonal,
mediterrânico, índio, tribal -

pelo encantamento, falo. da mulher

tem um caso sério com toda a causa humana, é um caso muito sério - do humano -
essa mulher

...

apresentas-te ao portão, roças o batente, tocas a campainha, chamas pelo nome, bates palmas,
assobias, sem ousar o trilho branco da casa

pela alameda clara cheira-te à madeira ao ananás, a sucos de memórias, vinhos a risos, brincadeiras e sustos incabíveis em relatos, em molduras, pela entrada da alameda ecoam aves, silvos esvoaçam rosas, palmeiras, dálias frondosas laranjas rolam-se em passadeiras doces assomam olhitos negros, caracóis louros morenos ombros mouros, mãos de mil dedos carnudos lábios da seiva que faz a sede de água cálidas frases, palavras estremosas - pela alameda que o portão franqueia à entrada
tem um caso com a bravura muito sério com a ternura. é um caso muito sério do mundo essa mulher.

...

sem ousares o trilho branco da casa alguma folha estalará. aqui e ali, uma pedra em branco te aguarda a moeda de ouro benzida pela cigana uma vela, a meio de ardida, o jarro da água a almofada tosca, de alfazema a túnica lisa pousada ao lado das sandálias e da taça onde a maçã se serve com passas e romãs.

sem ousares o trilho branco da casa a cor, simplesmente, reconheces à tua volta, a amendoeira em flor, sem ousares o trilho branco da casa de perfil, avista os cereais de onde a floresta antiga se assegura que a lonjura do areal - outra alameda - te conduza ao oceano em mar.

maria toscano
-branco de casa -( Bètera, Txalapartak ( Valência ), 31 julho a 6 agosto; e Madrid, 7 agosto 2003 )
-fragmento do livro inédito resguardo das Esfinges. declinações do Branco.


A Distância-Presente

( a partir de Maria Zambrano )

I. a renúncia, fracasso do êxtase?

"a ausência
é o avesso da memória"

Albano Martins -Colossos de Mémmon-
in O rosto das máscaras de A voz do olhar
( Assim são as algas. Porto: Campo das Letras, 2000 )

...
demais será nunca relembrar teu encantamento de alheamento habitado.
...
intensa e feroz serenamente ao Aflito Pedido da Poesia Acudiste
...
acolheste da solidão a Busca e cuidaste soberana do abraço ansiado sabor da Malga.
...
alheadamente quer dizer
distante da tábua
...
presente na fala soberanamente.
...
teu cabresto de sul chocalhando desde o Antigo país veio
...
soberano sereno alheadamente procurando a mais alta montanha
...
a da fala mediterrânica
...
fizeste o atlântico o azteca e o ibérico
...
cantos limiares terreiros da sombra no pino das horas
...
lábios do sal e poeira tosca
...
puídos entretantos esquinas da cal
...
catedral erguida meio ao alto no meio da memória anarquista a sangrar (catalã ainda) em rostos
varandas esbugalhados na Diagonal
...
virgens a negro de Lorca
...
arrojo de decotes a cor ensejos carnosos fintas e poses de Miller
...
touradas de coxas miradas espadas e mãos
...
da revolução gravaste
...
e leques e volúpias tangadas sapateadas dedilhadas
...
e as meninas tenras na tela de V.
...
e ossadas, e carabinas a água-forte do desse do surdo traído noutra revolução
apagadamente fulminaste o estágio o em trânsito.
...
encontraste do cálculo interno o raio que enlaça os mundos.
...
apagadamente chispaste o ou de cons, tambéns
...
saraste a greta na sabida na antiga acção da raiz ao pólen.
...
amorosamente apagadamente zembraste o homem

maria toscano
( fragmento de livro inédito )
nota - as reticências centradas na linha representam mudança de página
Coimbra, Setembro/2000; Dezembro/2001 a Fevereiro-Abril/2002

gabriela rocha martins
________________________
fotografias de Augusto Peixoto.

Alberto Gordillo


Conforme o propósito deste Blog, aqui fica, para início de ano, um dos maiores criadores e design de jóias.

ALBERTO GORDILLO nasceu em Moura em 1943. Escultor e Joalheiro.
É considerado o Pioneiro da JOALHARIA MODERNA PORTUGUESA "DE AUTOR"
É o mais premiado e mencionado em publicações e o que mais exposições realizou. Executou desde 1965, protótipos de jóias de sua autoria, para fábricas de ourivesaria de onde foram reproduzidas milhares de peças de alta joalharia, destacando-se o famoso colar-teia com 300 gramas de platina e 150 brilhantes, exibido na Bolsa dos Diamantes de Londres e exposto no Museu Nacional do Traje, em cooperação com a Bienal Lisboa 94/Lisboa Capital Europeia da Cultura. Como escultor, esteve nas mais importantes exposições de arte. Em 1974 fundou a Galeria Tempo-Lisboa e no mesmo ano é apresentada exposição retrospectiva das suas jóias. Realizou a primeira exposição de joalharia em 1963 e a primeira de escultura em Março de 1971. Realizou 60 exposições individuais e participou em cerca de 250 colectivas, no País e no Estrangeiro.
Prémios com que foi distinguido:
Prémio Nacional de Joalharia
Prémio de Arte Instituto Espanhol
Prémio Rafael Bordalo Pinheiro
Troféu de Artes Círculo Cultural Luso-Espanhol
Medalha de prata do VIII Salão de Arte Moderna
Medalha de prata do XV Salão da Primavera
Menção Honrosa do I Salão Nacional de Cerâmica
Menção Honrosa do I Salão de Arte Moderna de Leiria
Prémio MAC Movimento de Arte Contemporânea Lisboa
Prémio Carreira dos Prémios Salúquia às Artes - Moura
Museus onde está representado:
Museu Nacional do Traje
Museu de Setúbal (Convento de Jesus)
Museu Municipal de Mirandela
Museu Municipal da Golegã
Museu Municipal de Torres Novas Casa
Museu Maria da Fontinha
Museu Municipal do Sabugal
Colecções em que está representado:
Ministério da Cultura
Caixa Geral de Depósitos
Banco Nacional de Crédito Imobiliário
Câmara Municipal de Almada
Câmara Municipal de Palmela
Tabaqueira
Associação 25 de Abril
Livros onde é mencionado:
-"Portuguese 20th Century Artists", Michael Tannock, Philimore & Coo Ltd, Londres,l978
-"Dicionário de Pintores e Escultores Portugueses", Fernando de Pamplona, Civilização Editora,1988
-"O Museu de Setúbal", Fernando António Baptista Pereira, Soctip,1990
-"Grandes Museus de Portugal", coordenador - Jorge Cabello, Editorial Presença, 1992
-"História da Arte Portuguesa", 3° Vol. direcção Paulo Pereira, Círculo de Leitores e Temas e Debates,
-"Dictionnaire International du Bijou", direcção Marguerite de Cerval, Editions Regardo, Paris, 1998
"Lisboarte Contemporânea 1996-1997, produção editorial- Câmara Municipal de Lisboa, 1998
-"Artes Plásticas", coord. Maria João Figueiredo, produção editorial- Câmara Municipal de Sintra, 1999
-"A Moda do Século 1900-2000", Direc. Madalena Braz Teixeira, Prod.editorial- Museu Nacional do Traje


Silvestre Raposo

Boas Festas e Feliz Ano 2007

à revelia do autor, "cacei" este postal no Flickr e publiquei.o
primeiro ,porque gostei
segundo ,porque ,realmente ,são estes os nossos votos

gabriela rocha martins

morrer em azul

1.


2.

- silêncio de vertigem

ou pausa côncava?
- de onde nasces

se morres em azul
- és acto

ou corpo unido em mim?
.
a
s
s
i
m
.

3.


1. 1997 .simbologia .acrílico sobre tela .60X50cm
2. 2001 .intelecto vs emoção .acrílico sobre tela .60X146cm
3. 2000 .supernova .técnica mista -têxtil e acrílico sobre tela .60X50cm
isabel magalhães

gabriela rocha martins

deserto*


devolvo a palavra
ao deserto
e uso.a fertilizada nos trilhos do silêncio
________________________
*fotografia retirada da net
manipulada por gabriela rocha martins.

Vamos divulgar arte...

Silvestre Raposo


Ao criarmos este Blog pretendemos, que o mesmo seja um espaço aberto à divulgação das Artes Plásticas e Literatura, de todos os autores, que aqui desejem "expor" as suas obras.



Silvestre Raposo

 
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A arte é um antidestino - André Malraux